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Zine - Pavilhão Oxélia

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No conto de Clarice Lispector "Quase de verdade" ela diz que a história “até parece mentira e até parece verdade. Só é verdade no mundo de quem gosta de inventar, como você e eu.” No fim, a capacidade de criação não se esgota no gesto do projetista — ela se amplifica e se renova nas mãos, nos corpos e nos olhares de quem vive o espaço. Vídeo experimentação:  https://youtube.com/shorts/m9mrHMdWgcY?si=HRmQcbPGJd5JeZBe PDF do zine: https://drive.google.com/file/d/1ilaUT_YYnBFszbC7cfun2qHiMkcOP6dq/view?usp=drivesdk Grupo: Daniel Castelo Branco, Lucas Lopes, Lavínia e Ana Beatriz.

Grupos e processos do pavilhão no parque

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A proposta final do trabalho consistiu no desenvolvimento de um pavilhão arquitetônico em escala real, concebido para estabelecer um diálogo direto com o local de intervenção do não-objeto.  Integro o Grupo 3B, composto por Ana Beatriz, Lavínia, Lucas e por mim. Nosso processo criativo iniciou-se com um levantamento in loco realizado no dia 19/11. A partir dessa análise, definimos como premissa a implantação do pavilhão em uma área de transição estratégica: o ponto de conexão entre o brinquedo principal (Castelão) e os demais equipamentos do parque. Após a apresentação de nossas ideias iniciais — que exploravam formas poligonais em referência ao brinquedo, com ênfase nos conceitos de escalada, reflexão e transparência — recebemos um novo direcionamento do professor Dudu: expandir a proposta para incorporar a interação dos adultos, superando o foco exclusivo no público infantil. A partir desse insight, redefinimos o programa espacial do pavilhão, organizand...

Registro de interação

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Em observação no parque no domingo (16/11), tivemos uma grata surpresa: o não-objeto atraía forte interesse de crianças e adultos. A verdadeira revelação, no entanto, foram as  interações inesperadas  que surgiram, demonstrando uma apropriação da peça muito além do que havíamos imaginado. Vídeo de interações:   https://www.youtube.com/shorts/9J1JT6eSrOE

Processo de desenvolvimento do não objeto

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Na aula do dia 03/11, recebemos orientações e discutimos as ideias iniciais do projeto. O professor Sandro fez uma observação relevante sobre o aspecto de malha, sugerindo que seguíssemos uma abordagem que explorasse mais a espacialidade em si, sem se prender a uma narrativa fechada. Além disso, reforçou a necessidade de que o projeto dialogasse diretamente com o local escolhido, levantando a questão central: como estabelecer essa conversa entre a intervenção proposta e o espaço existente? Protótipo feito por Caroline Gomes.  Desenhos feito por Lucas Lopes.  Para responder a esse questionamento, realizamos uma nova visita ao Parque Municipal no dia 06/11. Encontramos na peixaria, um fragmento de material espelhado e reflexivo. A descoberta nos fez reconsiderar o plano inicial, que previa o uso de transparências - o celofane. Percebemos que esse material se "perdia" visualmente na estrutura colorida e vibrante do playground, agregando pouco ao...

Exercício Corpo no espaço

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Ode ao David Hockeney Corpo no espaço Link do Miro Vídeos https://www.youtube.com/watch?v=5jM7b_f0svw https://www.youtube.com/watch?v=raoO93V6onk

Página de desenhos do local escolhido

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Meu processo partiu da representação de flores nativas do parque. Com o auxílio de um aplicativo de identificação botânica, selecionei espécies de áreas próximas ao playground, mantendo uma relação visual direta com o Castelão. No canto direito, destaquei a j ade azul  escolhida por ser a mais próxima fisicamente do brinquedo e por sua presença marcante no cenário. Minha ideia inicial era considera-la um ponto de partida para a produção do não objeto.  Quando criança pegava flores do jardim e deixava elas de cabeça para baixo imaginando ser um vestido de alguma fada. 

Local escolhido no Parque Municial

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Após visitas ao Parque Municipal, o grupo decidiu concentrar sua atuação na área do playground. O local apresenta um desafio interessante para a criação de um "não objeto", pois já abriga uma estrutura de formas — o Castelão — que já dialoga com o conceito por promover intensa interação não só com crianças, mas também com adolescentes e adultos que circulam pelo espaço. Observamos que as interações geradas pela estrutura eram predominantemente dinâmicas: as pessoas que utilizavam o brinquedo permaneciam em movimento constante. Esse aspecto nos levou a questionar como poderíamos estimular também momentos de permanência e pausa no ambiente. Durante as observações, identificamos paralelos com as ideias do  Hertzberger, especialmente no que diz respeito à autonomia infantil e à tipologia das interações. Percebemos que as conversas entre crianças acontecem com uma dinâmica própria, muitas vezes fluida, sem a fixação em um único ponto — ao contrário do que...